RESUMO SIMPLES: Complicações metabólicas precoces associadas ao aumento da obesidade infantil em crianças e adolescentes
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.20129257Palavras-chave:
Obesidade Infantil, Complicações Metabólicas, Resistência à Insulina, Pediatria, Saúde PúblicaResumo
Introdução: A obesidade infantil representa um dos principais desafios de saúde pública da atualidade, apresentando crescimento expressivo nas últimas décadas em diversos países. O excesso de peso em crianças e adolescentes está diretamente relacionado ao desenvolvimento precoce de alterações metabólicas que anteriormente eram observadas predominantemente na população adulta. Entre as principais repercussões destacam-se resistência à insulina, dislipidemias, hipertensão arterial sistêmica e esteatose hepática não alcoólica. Além disso, fatores como sedentarismo, aumento do consumo de alimentos ultraprocessados e maior tempo de exposição às telas contribuem significativamente para a progressão desse cenário. A identificação precoce dessas complicações tornou-se essencial para reduzir impactos cardiovasculares e metabólicos futuros.
Objetivo: Descrever as principais complicações metabólicas precoces associadas ao aumento da obesidade infantil em crianças e adolescentes, destacando fatores de risco e impactos clínicos relacionados.
Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada entre janeiro e abril de 2026 nas bases de dados PubMed, Scielo e Biblioteca Virtual em Saúde. Foram utilizados os descritores “Childhood Obesity”, “Metabolic Complications”, “Insulin Resistance” e “Pediatric Obesity”, associados pelos operadores booleanos AND e OR. Foram incluídos artigos publicados entre 2021 e 2026, disponíveis na íntegra nos idiomas português, inglês e espanhol. Excluíram-se revisões narrativas, estudos duplicados e publicações sem relação direta com o tema. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, 18 estudos compuseram a amostra final. As variáveis analisadas incluíram perfil metabólico, fatores associados à obesidade e principais repercussões clínicas observadas.
Resultados: Os estudos analisados demonstraram associação significativa entre obesidade infantil e alterações metabólicas precoces. A resistência à insulina foi uma das alterações mais frequentes, especialmente em adolescentes com obesidade grave. Também foram observados níveis elevados de triglicerídeos, redução do HDL-colesterol e aumento da pressão arterial sistêmica em parte importante da população avaliada. A esteatose hepática não alcoólica apareceu de forma recorrente entre crianças com índice de massa corporal elevado. Os estudos apontaram ainda relação entre maior tempo de tela, sedentarismo e pior perfil metabólico. Em alguns casos, alterações metabólicas ocorreram ainda na infância precoce, reforçando a importância do rastreamento clínico e laboratorial.
Conclusões: O aumento da obesidade infantil está diretamente relacionado ao surgimento precoce de complicações metabólicas em crianças e adolescentes. O reconhecimento antecipado dessas alterações é fundamental para prevenção de doenças cardiovasculares e metabólicas futuras. Estratégias voltadas à promoção de hábitos saudáveis, prática de atividade física e acompanhamento multiprofissional são essenciais para redução dos impactos da obesidade pediátrica na saúde pública.
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