RESUMO SIMPLES: Jejum prolongado na emergência e suas consequências clínicas e cirúrgicas
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.20380202Palavras-chave:
Jejum, Emergência, Cirurgia Geral, Hospitalização, Complicações ClínicasResumo
Introdução: O jejum prolongado em pacientes atendidos em serviços de urgência e emergência permanece frequente na prática hospitalar, especialmente em indivíduos com suspeita de abordagem cirúrgica ou em aguardo de exames e procedimentos. Embora o jejum seja utilizado como medida preventiva para reduzir riscos anestésicos e complicações perioperatórias, sua manutenção por períodos excessivos pode desencadear repercussões metabólicas e clínicas importantes. Entre as principais consequências destacam-se hipoglicemia, desidratação, piora do estado nutricional, aumento do catabolismo muscular e maior desconforto clínico durante a internação. Além disso, pacientes submetidos a jejum prolongado podem apresentar maior risco de complicações cirúrgicas, prolongamento do tempo de recuperação e aumento do tempo de permanência hospitalar. Apesar da relevância do tema, ainda existem poucos estudos discutindo os impactos do jejum excessivo no contexto da emergência hospitalar.
Objetivo: Descrever as principais consequências clínicas e cirúrgicas associadas ao jejum prolongado em pacientes atendidos em serviços de emergência.
Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada entre fevereiro e abril de 2026 nas bases de dados PubMed, Scielo e Biblioteca Virtual em Saúde. Foram utilizados os descritores “Fasting”, “Emergency Service”, “Surgical Procedures” e “Hospitalization”, associados pelos operadores booleanos AND e OR. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2026, disponíveis na íntegra nos idiomas português, inglês e espanhol. Excluíram-se estudos duplicados, revisões narrativas e publicações sem relação direta com o tema. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, 18 estudos compuseram a amostra final. As variáveis analisadas incluíram tempo de jejum, alterações metabólicas, complicações clínicas, repercussões cirúrgicas e tempo de internação hospitalar.
Resultados: Os estudos analisados demonstraram elevada frequência de períodos prolongados de jejum em pacientes internados em setores de urgência e emergência, principalmente naqueles com suspeita de abdome agudo ou indicação cirúrgica indefinida. Entre as principais repercussões clínicas observadas destacaram-se hipoglicemia, fraqueza muscular, desidratação, ansiedade, piora do estado nutricional e aumento do desconforto físico durante a internação. Pacientes idosos e portadores de comorbidades apresentaram maior vulnerabilidade às alterações metabólicas decorrentes do jejum excessivo. No contexto cirúrgico, observou-se associação entre jejum prolongado e maior tempo de recuperação pós-operatória, além de aumento do tempo de permanência hospitalar. Os estudos reforçaram ainda a necessidade de protocolos assistenciais voltados à redução do tempo de jejum desnecessário no ambiente hospitalar.
Conclusões: O jejum prolongado na emergência está associado a importantes repercussões clínicas e cirúrgicas, podendo contribuir para pior evolução hospitalar e aumento de complicações metabólicas. A adoção de protocolos que promovam maior controle do tempo de jejum pode favorecer melhor recuperação clínica e maior segurança ao paciente internado.
Referências
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