RESUMO SIMPLES: Citomegalovírus em pacientes submetidos ao transplante de órgãos sólidos: revisão integrativa sobre diagnóstico, profilaxia e impacto clínico

Autores

  • Felipe Monnerat Campos Hospital Federal de Bonsucesso
  • Paulo José Evangelista Filho Universidade Anhanguera-UNIDERP
  • Felipe Melo Maroto Universidade Anhanguera-UNIDERP
  • Eduardo Rocha Hoyer Universidade Anhanguera-UNIDERP
  • João Guilherme Garcia Vollkopf Universidade Anhanguera-UNIDERP

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.21521471

Palavras-chave:

Citomegalovírus, Transplante de Órgãos, Imunossupressão, Profilaxia Antiviral, Transplante

Resumo

Introdução: Introdução: A infecção pelo citomegalovírus (CMV) permanece como uma das principais complicações infecciosas em pacientes submetidos ao transplante de órgãos sólidos, estando associada ao aumento da morbimortalidade, maior tempo de internação, rejeição aguda do enxerto e maior risco de infecções oportunistas. O desenvolvimento da doença pelo CMV está diretamente relacionado ao grau de imunossupressão, ao status sorológico entre doador e receptor e à ausência ou falha das estratégias profiláticas. Apesar dos avanços na profilaxia antiviral e no monitoramento por métodos moleculares, a infecção por CMV continua representando importante desafio no acompanhamento pós-transplante, exigindo diagnóstico precoce e tratamento oportuno para preservar a função do enxerto e melhorar os desfechos clínicos.

Objetivo: Analisar as evidências disponíveis sobre a infecção pelo citomegalovírus em pacientes transplantados de órgãos sólidos, enfatizando fatores de risco, métodos diagnósticos, estratégias de prevenção e impacto clínico.

Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada nas bases de dados PubMed, Scopus e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram utilizados os descritores "Cytomegalovirus", "Solid Organ Transplantation", "Antiviral Prophylaxis" e "Immunosuppression", combinados pelos operadores booleanos AND e OR. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2026, disponíveis na íntegra nos idiomas inglês, português e espanhol. Excluíram-se editoriais, cartas ao editor, relatos de caso e estudos sem relação direta com transplante de órgãos sólidos.

Resultados: Os estudos demonstraram que a infecção pelo CMV permanece entre as complicações infecciosas mais frequentes após o transplante, especialmente em receptores soronegativos de doadores soropositivos (D+/R-), considerados de maior risco. A utilização de profilaxia com valganciclovir reduziu significativamente a incidência de doença por CMV, embora esteja associada ao surgimento de casos tardios após sua suspensão. O monitoramento por reação em cadeia da polimerase (PCR) quantitativa permitiu diagnóstico precoce e início oportuno do tratamento, reduzindo complicações graves. Além da doença viral direta, o CMV foi associado ao aumento da incidência de rejeição aguda, infecções bacterianas e fúngicas secundárias, disfunção crônica do enxerto e maior mortalidade. Estratégias individualizadas baseadas na estratificação de risco e na vigilância virológica mostraram melhores resultados clínicos.

Conclusões: A infecção pelo citomegalovírus permanece como importante causa de morbidade após o transplante de órgãos sólidos. A identificação dos pacientes de maior risco, associada à profilaxia antiviral adequada e ao monitoramento molecular periódico, constitui estratégia fundamental para reduzir complicações, preservar a função do enxerto e melhorar a sobrevida dos pacientes transplantados.

Referências

KOTTON, C. N. et al. The Third International Consensus Guidelines on the Management of Cytomegalovirus in Solid-organ Transplantation. Transplantation, v. 102, n. 6, p. 900-931, 2018.

RAZONABLE, R. R.; HUMAR, A.; AST Infectious Diseases Community of Practice. Cytomegalovirus in solid organ transplantation. American Journal of Transplantation, v. 19, Suppl. 3, p. 130-145, 2019.

KOTTON, C. N. CMV: Prevention, Diagnosis and Therapy. American Journal of Transplantation, v. 13, Suppl. 3, p. 24-40, 2013.

FISHMAN, J. A. Infection in Organ Transplantation. American Journal of Transplantation, v. 17, n. 4, p. 856-879, 2017.

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Publicado

2026-07-23

Como Citar

Campos, F. M., Evangelista Filho, P. J., Maroto, F. M., Hoyer, E. R., & Vollkopf, J. G. G. (2026). RESUMO SIMPLES: Citomegalovírus em pacientes submetidos ao transplante de órgãos sólidos: revisão integrativa sobre diagnóstico, profilaxia e impacto clínico. International Journal of Health and Surgical Research, 2(CISIPE), 17–18. https://doi.org/10.5281/zenodo.21521471