Neuroplasticidade após Acidente Vascular Cerebral: mecanismos e estratégias terapêuticas
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.20348186Palavras-chave:
Neuroplasticidade, Acidente Vascular Cerebral, Neuroreabilitação, Reorganização Cortical, Estimulação Cerebral Não InvasivaResumo
O Acidente Vascular Cerebral configura-se como uma das principais causas de morbidade, mortalidade e incapacidade funcional em nível global, ocasionando impactos significativos na qualidade de vida dos pacientes e nos sistemas de saúde. Nesse contexto, a neuroplasticidade destaca-se como um mecanismo essencial para a recuperação funcional após o AVC, permitindo a reorganização estrutural e funcional do sistema nervoso em resposta à lesão cerebral. Analisar os principais mecanismos envolvidos na neuroplasticidade após o AVC e revisar as estratégias terapêuticas utilizadas para potencializar a recuperação neurológica e funcional dos pacientes.Revisão integrativa da literatura realizada em bases de dados científicas nacionais e internacionais, com seleção de estudos relacionados aos mecanismos de neuroplasticidade e às abordagens terapêuticas aplicadas na reabilitação pós-AVC, incluindo fisioterapia intensiva, terapia de restrição induzida, estimulação cerebral não invasiva e tecnologias de reabilitação. Os estudos analisados demonstram que mecanismos como reorganização cortical, potenciação de longo prazo, modulação de neurotransmissores e neurogênese desempenham papel fundamental na recuperação neurológica. Além disso, intervenções terapêuticas precoces e baseadas em evidências mostraram-se eficazes na promoção da plasticidade cerebral, contribuindo para melhora funcional, motora e cognitiva dos pacientes após o AVC. A neuroplasticidade representa um dos principais pilares da recuperação pós-AVC, sendo diretamente influenciada pelas estratégias de reabilitação adotadas. As terapias neuroreabilitadoras demonstram potencial significativo para otimizar a recuperação funcional e a qualidade de vida dos pacientes. Entretanto, a heterogeneidade dos estudos e as limitações relacionadas ao acompanhamento em longo prazo evidenciam a necessidade de pesquisas adicionais para consolidar protocolos terapêuticos mais eficazes e individualizados.
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