RESUMO SIMPLES: Reserva fisiológica e risco de deterioração clínica em adultos hospitalizados
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.22757977Palavras-chave:
Reserva fisiológica, Deterioração clínica, Hospitalização, Fragilidade, Segurança do pacienteResumo
Introdução: A deterioração clínica durante a hospitalização constitui um importante desafio para a Clínica Médica, podendo resultar em transferência para unidades de maior complexidade, prolongamento da internação e aumento da mortalidade. Embora alterações nos sinais vitais sejam importantes para o reconhecimento da instabilidade, a capacidade individual de responder a um estressor agudo também depende da reserva fisiológica. Indivíduos com menor reserva podem apresentar deterioração mesmo diante de alterações inicialmente discretas.
Objetivo: Discutir a relação entre reserva fisiológica reduzida e risco de deterioração clínica em adultos hospitalizados, destacando fatores associados à vulnerabilidade e possibilidades de reconhecimento precoce.
Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura sobre reserva fisiológica, fragilidade, deterioração clínica e desfechos hospitalares em adultos. Foram considerados estudos observacionais, revisões sistemáticas e pesquisas clínicas relacionadas à identificação de pacientes com maior vulnerabilidade durante a hospitalização.
Resultados: A literatura demonstra que a redução da reserva fisiológica está associada à menor capacidade de adaptação diante de infecções, alterações metabólicas, procedimentos invasivos e outros estressores agudos. A fragilidade, considerada uma manifestação clínica dessa redução de reserva, apresenta associação com mortalidade, prolongamento da hospitalização, declínio funcional e necessidade de cuidados intensivos. Estudos recentes também demonstram que pacientes com maior fragilidade podem apresentar deterioração clínica com manifestações menos evidentes pelos parâmetros fisiológicos tradicionais. A identificação precoce de características relacionadas à reserva fisiológica, incluindo fragilidade, estado funcional, mobilidade e alterações cognitivas, pode complementar os sistemas convencionais de alerta clínico.
Conclusões: A reserva fisiológica representa um componente relevante para compreender a heterogeneidade da resposta dos pacientes adultos aos eventos agudos durante a hospitalização. Sua consideração na prática da Clínica Médica pode contribuir para reconhecer indivíduos vulneráveis antes do estabelecimento de deterioração grave. A integração de parâmetros clínicos, funcionais e fisiológicos pode ampliar a identificação precoce de pacientes com maior risco de desfechos adversos.
Referências
Clegg A, Young J, Iliffe S, Rikkert MO, Rockwood K. Frailty in elderly people. The Lancet. 2013;381(9868):752-762. doi:10.1016/S0140-6736(12)62167-9.
Dugan C, et al. The impact of frailty and rapid response team activation on patients admitted to the intensive care unit. Acta Anaesthesiologica Scandinavica. 2024;68. doi:10.1111/aas.14418.
Parker KJ, McDonagh J, et al. Clinical outcomes of nurse-coordinated interventions for frail older adults discharged from hospital: a systematic review and meta-analysis. Journal of Clinical Nursing. 2024;33(11):4184-4206. doi:10.1111/jocn.17345.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Júlia de Aquino Cestari, Mylena Magalhães Massariol, Huber Marcos de Souza Junior, Isabela Azambuja Miotto, Julio Cezar Nogueira Medaglia

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os artigos publicados na International Journal of Health and Surgical Research são licenciados sob a Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0).
Isso permite que outros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do trabalho publicado, para qualquer finalidade, incluindo comercial, desde que seja dado o devido crédito ao autor original e à revista.
Os autores mantêm os direitos autorais de seus trabalhos e concedem à revista o direito de primeira publicação.