RESUMO SIMPLES: Reserva fisiológica e risco de deterioração clínica em adultos hospitalizados

Autores/as

  • Júlia de Aquino Cestari Universidade Anhanguera-UNIDERP
  • Mylena Magalhães Massariol Universidade Anhanguera-UNIDERP
  • Huber Marcos de Souza Junior Centro Universitário de Caratinga
  • Isabela Azambuja Miotto Centro Universitário São Camilo
  • Julio Cezar Nogueira Medaglia Universidade UNIC

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.22757977

Palabras clave:

Reserva fisiológica, Deterioração clínica, Hospitalização, Fragilidade, Segurança do paciente

Resumen

Introdução: A deterioração clínica durante a hospitalização constitui um importante desafio para a Clínica Médica, podendo resultar em transferência para unidades de maior complexidade, prolongamento da internação e aumento da mortalidade. Embora alterações nos sinais vitais sejam importantes para o reconhecimento da instabilidade, a capacidade individual de responder a um estressor agudo também depende da reserva fisiológica. Indivíduos com menor reserva podem apresentar deterioração mesmo diante de alterações inicialmente discretas.
Objetivo: Discutir a relação entre reserva fisiológica reduzida e risco de deterioração clínica em adultos hospitalizados, destacando fatores associados à vulnerabilidade e possibilidades de reconhecimento precoce.

Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura sobre reserva fisiológica, fragilidade, deterioração clínica e desfechos hospitalares em adultos. Foram considerados estudos observacionais, revisões sistemáticas e pesquisas clínicas relacionadas à identificação de pacientes com maior vulnerabilidade durante a hospitalização.
Resultados: A literatura demonstra que a redução da reserva fisiológica está associada à menor capacidade de adaptação diante de infecções, alterações metabólicas, procedimentos invasivos e outros estressores agudos. A fragilidade, considerada uma manifestação clínica dessa redução de reserva, apresenta associação com mortalidade, prolongamento da hospitalização, declínio funcional e necessidade de cuidados intensivos. Estudos recentes também demonstram que pacientes com maior fragilidade podem apresentar deterioração clínica com manifestações menos evidentes pelos parâmetros fisiológicos tradicionais. A identificação precoce de características relacionadas à reserva fisiológica, incluindo fragilidade, estado funcional, mobilidade e alterações cognitivas, pode complementar os sistemas convencionais de alerta clínico.

Conclusões: A reserva fisiológica representa um componente relevante para compreender a heterogeneidade da resposta dos pacientes adultos aos eventos agudos durante a hospitalização. Sua consideração na prática da Clínica Médica pode contribuir para reconhecer indivíduos vulneráveis antes do estabelecimento de deterioração grave. A integração de parâmetros clínicos, funcionais e fisiológicos pode ampliar a identificação precoce de pacientes com maior risco de desfechos adversos.

Citas

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Publicado

2026-09-28

Cómo citar

Cestari, J. de A., Massariol, M. M., de Souza Junior, H. M., Miotto, I. A., & Medaglia, J. C. N. (2026). RESUMO SIMPLES: Reserva fisiológica e risco de deterioração clínica em adultos hospitalizados. International Journal of Health and Surgical Research, 2(CISIPE), 31–32. https://doi.org/10.5281/zenodo.22757977