RESUMO SIMPLES: Failure to rescue em cirurgia geral de emergência: importância como indicador de qualidade assistencial
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21431078Palabras clave:
Cirurgia Geral, Cirurgia de Emergência, Failure to Rescue, Complicações Pós-operatórias, Qualidade da AssistênciaResumen
Introdução: O Failure to Rescue (FTR), definido como o óbito de pacientes após o desenvolvimento de complicações potencialmente tratáveis, consolidou-se como um dos principais indicadores de qualidade assistencial em cirurgia. Em cirurgia geral de emergência, pacientes frequentemente apresentam elevada gravidade clínica, múltiplas comorbidades e necessidade de intervenções em curto intervalo de tempo, fatores que aumentam o risco de complicações pós-operatórias. Nesse contexto, a capacidade institucional de reconhecer precocemente sinais de deterioração clínica e instituir tratamento oportuno exerce influência direta sobre a sobrevida. Embora amplamente estudado em cirurgias eletivas, o FTR ainda permanece pouco explorado especificamente nas emergências cirúrgicas, representando importante campo para pesquisa e aprimoramento dos serviços de saúde.
Objetivo: Analisar as evidências disponíveis sobre o Failure to Rescue como indicador de qualidade assistencial em pacientes submetidos à cirurgia geral de emergência.
Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada nas bases de dados PubMed, Scopus e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram utilizados os descritores "Failure to Rescue", "Emergency General Surgery", "Postoperative Complications" e "Quality of Health Care", combinados pelos operadores booleanos AND e OR. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2026, disponíveis na íntegra nos idiomas inglês, português e espanhol. Excluíram-se editoriais, cartas ao editor, relatos de caso e estudos sem relação direta com cirurgia geral de emergência.
Resultados: Os estudos demonstraram que as taxas de Failure to Rescue estão diretamente relacionadas à estrutura hospitalar, à disponibilidade de equipes multidisciplinares, ao monitoramento contínuo dos pacientes e à rapidez na identificação e no tratamento das complicações pós-operatórias. Hospitais com protocolos assistenciais bem estabelecidos apresentaram menores taxas de mortalidade mesmo diante de incidência semelhante de complicações. Entre os principais fatores associados ao aumento do FTR destacaram-se idade avançada, sepse, choque séptico, insuficiência respiratória, necessidade de reintervenção cirúrgica e atraso no reconhecimento da deterioração clínica. A adoção de sistemas de resposta rápida, protocolos de vigilância e indicadores de qualidade mostrou impacto positivo na redução da mortalidade.
Conclusões: O Failure to Rescue representa um importante indicador de qualidade em cirurgia geral de emergência, permitindo avaliar não apenas a ocorrência de complicações, mas principalmente a capacidade institucional de evitá-las evoluírem para óbito. O fortalecimento de protocolos assistenciais, da vigilância clínica e da resposta rápida às complicações pode contribuir significativamente para melhores desfechos cirúrgicos.
Citas
GHAFERI, A. A.; BIRKMEYER, J. D.; DIMICK, J. B. Variation in hospital mortality associated with inpatient surgery. New England Journal of Medicine, v. 361, n. 14, p. 1368-1375, 2009. DOI: 10.1056/NEJMsa0903048.
GHAFERI, A. A.; DIMICK, J. B. Understanding Failure to Rescue and improving safety culture. Annals of Surgery, v. 261, n. 5, p. 839-840, 2015. DOI: 10.1097/SLA.0000000000001143.
JOHNSTON, M. J. et al. Failure to rescue in surgical patients: a systematic review. British Journal of Surgery, v. 102, n. 2, p. 102-111, 2015. DOI: 10.1002/bjs.9698.
HAVENS, J. M. et al. Defining rates and risk factors for Failure to Rescue in emergency general surgery. Journal of Trauma and Acute Care Surgery, v. 83, n. 5, p. 909-914, 2017.
American College of Surgeons. National Surgical Quality Improvement Program (ACS NSQIP): User Guide for the 2024 Participant Use Data File. Chicago: ACS, 2024.
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Felipe Monnerat Campos, Isabele Souza Arinos, Maria Eduarda Santinão de Rezende, Ítalo Valençoela Gomes, Georggio Stephan Sgorla, Samuel Felipe Almeida Silva, Fernando da Silva Raposo, Loren Alves Castilho Pereira, Paulo José Evangelista Filho, Felipe Melo Maroto

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Os artigos publicados na International Journal of Health and Surgical Research são licenciados sob a Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0).
Isso permite que outros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do trabalho publicado, para qualquer finalidade, incluindo comercial, desde que seja dado o devido crédito ao autor original e à revista.
Os autores mantêm os direitos autorais de seus trabalhos e concedem à revista o direito de primeira publicação.