Cetamina e escetamina no tratamento da depressão maior resistente
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21542201Palabras clave:
Depressão maior resistente, Cetamina, Escetamina, Transtorno depressivo maior, Antidepressivos, PsiquiatriaResumen
A depressão maior resistente ao tratamento constitui um importante desafio para a psiquiatria contemporânea, uma vez que parcela significativa dos pacientes não apresenta resposta satisfatória aos antidepressivos convencionais, permanecendo com sintomas persistentes, prejuízo funcional e elevado risco de suicídio. Nesse contexto, a cetamina e a escetamina emergiram como alternativas terapêuticas inovadoras devido ao seu rápido início de ação e ao mecanismo de ação baseado na modulação glutamatérgica. O presente estudo teve como objetivo revisar as principais evidências científicas relacionadas à eficácia, segurança, mecanismos de ação e aplicabilidade clínica da cetamina e da escetamina no tratamento da depressão maior resistente. Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, realizada conforme as recomendações do PRISMA 2020, com buscas nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, Embase e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Inicialmente, foram identificados 61 estudos, dos quais 13 atenderam aos critérios de inclusão e compuseram a análise qualitativa. Os estudos analisados demonstraram que a cetamina e a escetamina promovem rápida redução dos sintomas depressivos e da ideação suicida, além de proporcionarem melhora da funcionalidade e da qualidade de vida. Observou-se ainda que a cetamina racêmica apresentou, em alguns estudos, maiores taxas de resposta e remissão quando comparada à escetamina, embora ambas tenham demonstrado eficácia e perfil de segurança satisfatórios quando administradas em ambiente especializado. Conclui-se que a cetamina e a escetamina representam importantes avanços terapêuticos para pacientes com depressão maior resistente, sendo capazes de oferecer resposta antidepressiva rápida e benefícios clínicos significativos. Entretanto, estudos com maior tempo de seguimento são necessários para esclarecer aspectos relacionados à segurança em longo prazo, manutenção da resposta terapêutica e padronização dos protocolos de tratamento.
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