RESUMO SIMPLES: Avaliação da sobrecarga digital, da qualidade do sono e da regulação emocional como marcadores de vulnerabilidade no desenvolvimento infantil
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.22756651Palabras clave:
Criança, Mídias Digitais, Tempo de Tela, Sono, Regulação EmocionalResumen
Introdução: A expansão do uso de smartphones, tablets, videogames e outras formas de mídia digital modificou significativamente os hábitos cotidianos das crianças. A exposição excessiva ou inadequadamente regulada às tecnologias tem sido associada a alterações no sono, atenção, comportamento, regulação emocional e desempenho cognitivo. Entretanto, esses fatores frequentemente são avaliados de forma isolada, dificultando a compreensão de como interagem durante o desenvolvimento infantil. A identificação de padrões combinando exposição digital, qualidade do sono e funcionamento emocional pode representar uma abordagem relevante para reconhecer precocemente crianças com maior vulnerabilidade funcional.
Objetivo: Analisar as evidências disponíveis sobre a utilização da fadiga cognitiva, da sobrecarga decisória e de sinais comportamentais ou fisiológicos digitais como possíveis marcadores de vulnerabilidade em saúde mental, com ênfase em ansiedade, depressão, estresse psicológico e comprometimento funcional.
Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada nas bases de dados PubMed, Scopus e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram utilizados os descritores "Screen Time", "Digital Media", "Children", "Sleep Quality", "Emotional Regulation", "Child Development", "Behavior" e "Mental Health", combinados pelos operadores booleanos AND e OR. Foram considerados estudos publicados entre 2020 e 2026, disponíveis nos idiomas inglês, português ou espanhol, que investigassem crianças e apresentassem associações entre exposição a mídias digitais e desfechos relacionados ao sono, desenvolvimento cognitivo, regulação emocional, comportamento ou saúde mental. Foram excluídos relatos de caso, cartas ao editor, editoriais e estudos sem relação direta com a população pediátrica.
Resultados: As evidências disponíveis sugerem associação entre maior exposição às mídias digitais e redução da duração ou qualidade do sono, alterações de atenção e funções executivas, dificuldades de regulação emocional e determinados problemas comportamentais. A intensidade dessas associações parece variar conforme idade, duração e horário da exposição, conteúdo consumido, contexto familiar e características individuais da criança. Alterações do sono podem constituir um importante mecanismo intermediário, uma vez que a exposição digital, especialmente em períodos próximos ao horário de dormir, pode interferir no padrão de sono e consequentemente repercutir sobre funções cognitivas e emocionais. A avaliação conjunta desses domínios pode oferecer informações mais abrangentes do que a análise isolada do tempo de tela.
Conclusões: A sobrecarga digital representa um fator ambiental cada vez mais relevante para a saúde e o desenvolvimento infantil. A avaliação integrada da exposição digital, qualidade do sono e regulação emocional pode contribuir para a identificação de padrões de vulnerabilidade e para estratégias preventivas individualizadas.
Citas
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Derechos de autor 2026 Beatriz Santos Ferreira Bagano Campos, Alice Pasquim Sugayama, Leonardo Francisco de Castro Sismeiro, Mylena Magalhães Massariol

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