RESUMO SIMPLES: Hipotensão ortostática como marcador de vulnerabilidade clínica em pacientes hospitalizados
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.22758111Palabras clave:
Reserva fisiológica, Deterioração clínica, Hospitalização, Fragilidade, Segurança do pacienteResumen
Introdução: A hipotensão ortostática caracteriza-se pela redução da pressão arterial após a mudança da posição supina para a posição ortostática e pode refletir alterações na regulação hemodinâmica. Em pacientes hospitalizados, sua presença pode estar relacionada ao uso de medicamentos, redução da mobilidade, desidratação, alterações autonômicas e doenças cardiovasculares. Além de representar uma alteração fisiológica, pode sinalizar maior vulnerabilidade clínica e predisposição a eventos adversos.
Objetivo: Investigar a associação entre hipotensão ortostática e vulnerabilidade clínica em pacientes adultos hospitalizados, considerando sua relação com quedas, síncope, prolongamento da internação e outros desfechos adversos.
Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura sobre hipotensão ortostática em adultos, priorizando estudos clínicos, revisões sistemáticas e pesquisas observacionais relacionadas ao ambiente hospitalar. Foram considerados trabalhos que abordaram fatores associados, manifestações clínicas e possíveis repercussões prognósticas da hipotensão ortostática.
Resultados: A literatura demonstra que a hipotensão ortostática pode ocorrer em diferentes contextos clínicos e apresenta associação com múltiplos fatores de risco, incluindo idade avançada, uso de anti-hipertensivos e diuréticos, hipovolemia, imobilidade e alterações da função autonômica. Em indivíduos hospitalizados, episódios de redução pressórica relacionados à mudança postural podem favorecer tontura, síncope e quedas, especialmente durante mobilização ou tentativa de deambulação. A identificação dessa alteração pode fornecer uma informação clínica adicional sobre a capacidade de adaptação hemodinâmica do paciente. Sua presença também deve estimular a revisão de medicamentos, estado volêmico e condições clínicas potencialmente reversíveis.
Conclusões: A hipotensão ortostática pode representar um marcador clínico simples de vulnerabilidade em pacientes hospitalizados. Seu reconhecimento durante a avaliação clínica pode auxiliar na identificação de indivíduos com maior risco de quedas, síncope e complicações relacionadas à mobilização. A investigação de causas potencialmente modificáveis e a individualização das estratégias terapêuticas podem contribuir para maior segurança durante a hospitalização.
Citas
Freeman R, Wieling W, Axelrod FB, et al. Consensus statement on the definition of orthostatic hypotension, neurally mediated syncope and the postural tachycardia syndrome. Clinical Autonomic Research. 2011;21(2):69-72. doi:10.1007/s10286-011-0119-5.
Juraschek SP, Daya N, Appel LJ, et al. Orthostatic hypotension in middle-aged adults: prevalence and association with chronic conditions. Hypertension. 2019;74(6):1324-1331. doi:10.1161/HYPERTENSIONAHA.119.13031.
Ricci F, De Caterina R, Fedorowski A. Orthostatic hypotension: epidemiology, prognosis, and treatment. Journal of the American College of Cardiology. 2015;66(7):848-860. doi:10.1016/j.jacc.2015.06.1084.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Ana Hisi Fujii Ramos Ramos, Alice Pasquim Sugayama, Leonardo Francisco de Castro Sismeiro, Vitor Santos Facin, Ana Hecktheuer Canzi

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Os artigos publicados na International Journal of Health and Surgical Research são licenciados sob a Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0).
Isso permite que outros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do trabalho publicado, para qualquer finalidade, incluindo comercial, desde que seja dado o devido crédito ao autor original e à revista.
Os autores mantêm os direitos autorais de seus trabalhos e concedem à revista o direito de primeira publicação.