RESUMO SIMPLES: Hipotensão ortostática como marcador de vulnerabilidade clínica em pacientes hospitalizados

Autores/as

  • Ana Hisi Fujii Ramos Ramos Universidade Anhanguera-UNIDERP
  • Alice Pasquim Sugayama Universidade Anhanguera-UNIDERP
  • Leonardo Francisco de Castro Sismeiro Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
  • Vitor Santos Facin Universidade Anhanguera-UNIDERP
  • Ana Hecktheuer Canzi Universidade São Leopoldo Mandic

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.22758111

Palabras clave:

Reserva fisiológica, Deterioração clínica, Hospitalização, Fragilidade, Segurança do paciente

Resumen

Introdução: A hipotensão ortostática caracteriza-se pela redução da pressão arterial após a mudança da posição supina para a posição ortostática e pode refletir alterações na regulação hemodinâmica. Em pacientes hospitalizados, sua presença pode estar relacionada ao uso de medicamentos, redução da mobilidade, desidratação, alterações autonômicas e doenças cardiovasculares. Além de representar uma alteração fisiológica, pode sinalizar maior vulnerabilidade clínica e predisposição a eventos adversos.
Objetivo: Investigar a associação entre hipotensão ortostática e vulnerabilidade clínica em pacientes adultos hospitalizados, considerando sua relação com quedas, síncope, prolongamento da internação e outros desfechos adversos.

Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura sobre hipotensão ortostática em adultos, priorizando estudos clínicos, revisões sistemáticas e pesquisas observacionais relacionadas ao ambiente hospitalar. Foram considerados trabalhos que abordaram fatores associados, manifestações clínicas e possíveis repercussões prognósticas da hipotensão ortostática.
Resultados: A literatura demonstra que a hipotensão ortostática pode ocorrer em diferentes contextos clínicos e apresenta associação com múltiplos fatores de risco, incluindo idade avançada, uso de anti-hipertensivos e diuréticos, hipovolemia, imobilidade e alterações da função autonômica. Em indivíduos hospitalizados, episódios de redução pressórica relacionados à mudança postural podem favorecer tontura, síncope e quedas, especialmente durante mobilização ou tentativa de deambulação. A identificação dessa alteração pode fornecer uma informação clínica adicional sobre a capacidade de adaptação hemodinâmica do paciente. Sua presença também deve estimular a revisão de medicamentos, estado volêmico e condições clínicas potencialmente reversíveis.

Conclusões: A hipotensão ortostática pode representar um marcador clínico simples de vulnerabilidade em pacientes hospitalizados. Seu reconhecimento durante a avaliação clínica pode auxiliar na identificação de indivíduos com maior risco de quedas, síncope e complicações relacionadas à mobilização. A investigação de causas potencialmente modificáveis e a individualização das estratégias terapêuticas podem contribuir para maior segurança durante a hospitalização.

Citas

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Publicado

2026-09-28

Cómo citar

Ramos, A. H. F. R., Sugayama, A. P., Sismeiro, L. F. de C., Facin, V. S., & Canzi, A. H. (2026). RESUMO SIMPLES: Hipotensão ortostática como marcador de vulnerabilidade clínica em pacientes hospitalizados. International Journal of Health and Surgical Research, 2(CISIPE), 29–30. https://doi.org/10.5281/zenodo.22758111