SABERES TRADICIONAIS COMO FONTE DE INOVAÇÃO NA TERAPÊUTICA ONCOLÓGICA
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.17981399Palavras-chave:
Etnofarmacologia, Fitoterapia, Medicina Integrativa, NeoplasiasResumo
Os saberes tradicionais e as crenças populares têm historicamente contribuído para a construção do conhecimento médico, especialmente no campo da oncologia, onde práticas empíricas frequentemente antecederam investigações científicas sistematizadas. Esta revisão integrativa teve como objetivo analisar a relevância das crenças populares no tratamento do câncer e sua contribuição para o desenvolvimento de pesquisas científicas e terapias oncológicas. Foram analisadas publicações indexadas nas bases PubMed, Scopus, Web of Science, Embase, LILACS, SciELO e Cochrane Library, utilizando descritores padronizados e critérios de inclusão aplicados a estudos publicados entre 2010 e 2025. Os resultados demonstram que o uso tradicional de plantas medicinais, extratos naturais e outras práticas culturais foi determinante para a identificação de compostos bioativos com potencial antineoplásico, atuando na modulação de vias inflamatórias, apoptóticas e imunológicas. Além disso, as crenças populares influenciam aspectos psicossociais do cuidado, como adesão ao tratamento e enfrentamento da doença. Entretanto, também foram identificados riscos associados ao uso indiscriminado dessas práticas, incluindo interações medicamentosas, toxicidade e atraso no tratamento convencional. Conclui-se que os saberes tradicionais representam uma fonte relevante de inovação na terapêutica oncológica, desde que integrados de forma crítica, ética e baseada em evidências científicas.
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