Polifarmácia e desprescrição na Clínica Médica: estratégias para redução de eventos adversos em pacientes com multimorbidade

Autores

  • Samuel Felipe Almeida Silva Centro Universitário de Caratinga- UNEC
  • Beatriz Marques Sebben Universidade Anhanguera-UNIDERP
  • Rávilla Alves da Silva Universidad Central del Paraguay

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.21270201

Palavras-chave:

Polifarmácia, Desprescrição, Multimorbidade, Segurança do Paciente, Clínica Médica

Resumo

Introdução: A polifarmácia constitui um dos principais desafios da Clínica Médica contemporânea, especialmente entre pacientes com multimorbidade, estando associada ao aumento da ocorrência de reações adversas a medicamentos, interações medicamentosas, hospitalizações e comprometimento da qualidade de vida. Nesse contexto, a desprescrição tem sido reconhecida como uma estratégia eficaz para otimizar a farmacoterapia e promover maior segurança ao paciente. Objetivo: Analisar as evidências científicas acerca da polifarmácia e da desprescrição na Clínica Médica, destacando estratégias capazes de reduzir eventos adversos em pacientes com multimorbidade. Métodos: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada por meio de buscas nas bases de dados PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, Biblioteca Virtual em Saúde, SciELO e Cochrane Library. Foram incluídos artigos originais, revisões sistemáticas, metanálises, ensaios clínicos, diretrizes e documentos institucionais publicados entre 2015 e 2026, relacionados à polifarmácia, desprescrição, multimorbidade e segurança do paciente. Resultados: As evidências demonstram que a polifarmácia está diretamente relacionada ao aumento da ocorrência de eventos adversos, interações medicamentosas, internações e mortalidade, sobretudo entre idosos e pacientes com múltiplas doenças crônicas. A utilização de estratégias de desprescrição, associada à revisão sistemática da farmacoterapia e ao emprego de instrumentos como os Critérios de Beers e os critérios STOPP/START, mostrou-se eficaz na redução de prescrições potencialmente inadequadas, na otimização do tratamento e na melhoria da segurança do paciente. Conclusão: A desprescrição constitui uma estratégia essencial na prática da Clínica Médica, contribuindo para o uso racional de medicamentos, redução de eventos adversos e promoção de uma assistência mais segura, individualizada e baseada em evidências.

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Publicado

2026-07-08

Como Citar

Silva, S. F. A., Sebben, B. M., & da Silva, R. A. (2026). Polifarmácia e desprescrição na Clínica Médica: estratégias para redução de eventos adversos em pacientes com multimorbidade. International Journal of Health and Surgical Research, 2(7), 13–23. https://doi.org/10.5281/zenodo.21270201