Terapias regenerativas na síndrome de Asherman e infertilidade uterina
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21613988Palavras-chave:
Síndrome de Asherman, Aderências intrauterinas, Medicina regenerativa, Células-tronco, Infertilidade femininaResumo
A síndrome de Asherman caracteriza-se pela formação de aderências intrauterinas decorrentes da lesão da camada basal do endométrio, constituindo importante causa de infertilidade, alterações menstruais e perdas gestacionais recorrentes. Nos últimos anos, as terapias regenerativas emergiram como uma alternativa promissora para restaurar a estrutura e a funcionalidade endometrial em pacientes com comprometimento uterino. O presente estudo teve como objetivo revisar as principais evidências científicas sobre a aplicação das terapias regenerativas no tratamento da síndrome de Asherman e da infertilidade uterina. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, Embase, Cochrane Library, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Os estudos analisados demonstraram que células-tronco mesenquimais, plasma rico em plaquetas, exossomos e biomateriais apresentam potencial para estimular angiogênese, reduzir a fibrose, aumentar a espessura endometrial e melhorar a receptividade uterina, refletindo em melhores taxas de gravidez clínica. Embora os resultados sejam promissores, permanecem limitações relacionadas à padronização dos protocolos terapêuticos e à disponibilidade de estudos de longo prazo. Conclui-se que as terapias regenerativas representam uma estratégia inovadora e potencialmente transformadora no manejo da síndrome de Asherman, ampliando as perspectivas para a recuperação da fertilidade feminina.
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