Biofilmes em ureteroscópios flexíveis: um desafio para a eficácia do reprocessamento e a prevenção de infecções
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.23287776Palavras-chave:
Biofilmes, Ureteroscópios, Reprocessamento de Dispositivos Médicos, Esterilização, Prevenção de InfecçõesResumo
Introdução: Os ureteroscópios flexíveis reutilizáveis apresentam características estruturais que dificultam a limpeza e podem favorecer a persistência de resíduos orgânicos e a formação de biofilmes, comprometendo a segurança microbiológica. Objetivo: Discutir os desafios relacionados aos biofilmes em ureteroscópios flexíveis, à eficácia do reprocessamento e à prevenção de infecções. Métodos: Revisão narrativa da literatura sobre formação de biofilmes, contaminação residual, falhas de reprocessamento e estratégias de prevenção de infecções associadas a dispositivos endoscópicos. Resultados: As evidências identificaram contaminação residual em ureteroscópios após o processamento e documentaram surtos de infecção associados a dispositivos reutilizáveis. Entre os fatores relacionados às falhas estão limpeza inadequada, atraso no processamento, secagem insuficiente, danos estruturais e deficiências de rastreabilidade. Auditorias, inspeção, monitoramento da limpeza e capacitação profissional demonstraram potencial para aprimorar a qualidade do reprocessamento. Conclusão: A prevenção de infecções depende da execução rigorosa de todas as etapas de processamento, da avaliação da integridade dos equipamentos e do monitoramento contínuo da qualidade. São necessários estudos adicionais para esclarecer a frequência dos biofilmes e sua relação com o risco clínico.
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